Tipos de ventilação: você conhece algum?

A ventilação respiratória pode ser feita através de CPAPs, BIPAPs ou ventiladores mecânicos. Continue lendo o post para conhecer mais sobre ventilação!

O suporte ventilatório é um método que fornece suporte no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória. Sendo assim, ele pode ocorrer de duas formas:

  • Ventilação mecânica invasiva: quando o equipamento é conectado ao paciente por meio de tubo endotraqueal ou traqueostomia.
  • Ventilação mecânica não invasiva: quando o equipamento é conectado ao paciente através de máscaras.

Os objetivos da terapia respiratória são manter ou modificar a troca gasosa pulmonar, aumentar o volume pulmonar e reduzir o trabalho muscular respiratório. Atualmente, os aparelhos de ventilação mecânica estão cada vez mais desenvolvidos, aliando tecnologia de ponta para proporcionar uma terapia menos agressiva e uma melhor experiência ao paciente.

Os aparelhos utilizados para terapia respiratória são divididos em aparelhos que se controlam com base na pressão ou no volume.

AC: Ventilação assistida/controlada

Nessa modalidade, o ventilador permite um mecanismo misto de disparo da fase inspiratória por tempo ou pressão. Enquanto o disparo por pressão é ativado pelo esforço inspiratório do paciente (assistido), o disparo por tempo é deflagrado pelo aparelho (controlado), funcionando como um mecanismo de resgate, que é ativado apenas quando o ciclo assistido não ocorre. Isso garante uma freqüência mínima.

SIMV (Mandatória sincronizada)

Ventilação mandatória intermitente e sincronizada. Consiste em ciclos ventilatórios divididos entre paciente (espontâneo) e ventilador (controlada/assistida). Se trata de um esforço inspiratório do paciente que gera um ciclo adicional do aparelho. Pode ser também através de uma pressão gerada com determinado fluxo especificado (modo de SIMV ciclada a tempo e limitada à pressão), ou insuflado com um volume predefinido (nos modos de ventilação de SIMV ciclado a volume). Como o paciente inspira junto (pressão negativa), as pressões médias geradas são bem menores, com menor repercussão hemodinâmica.

PSV ou PS: Suporte pressórico

Ventilação com suporte pressórico ou pressão de suporte. Os esforços do paciente são auxiliados com um suporte de pressão ajustado pelo médico para determinar um volume corrente aproximado de 10 ml/Kg. A cada ciclo, o suporte de pressão é iniciado assim que o aparelho detecta o esforço do paciente (por pressão negativa ou fluxo). O ciclo se encerra através do próprio paciente ou pelo próprio ventilador quando o fluxo atinge um nível determinado. Esse tipo de ventilação reduz o trabalho respiratório, é confortável e respeita a fisiologia respiratória do paciente.

PCV: Pressão Controlada

Na pressão controlada, o fluxo desacelerado proporciona uma pressão constante durante a inspiração. Assim, os riscos de barotrauma são reduzidos. Isso também possibilita aumentar o tempo inspiratório. A PCV não gera pico de pressão, cursando com menores pressões médias, mas não garante volume corrente

CPAP

A pressão inspiratória é contínua nas vias aéreas. Já a expiração do paciente é feita de forma totalmente espontânea. Mantém as vias aéreas e alvéolos abertos, melhorando a oxigenação.

BIPAP

Os aparelhos BiPAP são dispositivos biníveis. Eles possuem o diferencial de permitirem a configuração de dois níveis diferentes de pressão: uma sobre a inspiração (IPAP) e outra sobre a expiração (EPAP). A EPAP é sempre mais baixa para facilitar ao máximo a expiração. Sendo assim, o esforço para exalar é menor nos dispositivos biníveis.

VCV - Volume Controlado

A VCV caracteriza-se por garantir volume corrente, porém gera pressões médias de vias aéreas mais elevadas, devido a pico de pressão inicial. Tanto VCV quanto PCV permitem ventilação assistida ou controlada. Ela assegura que o doente receba um determinado volume corrente pré programado de acordo com um fluxo e tempos inspiratórios pré programados.

Controlada

Na ventilação controlada não existe nenhuma participação do paciente. É recomendável que o mesmo esteja sedado.

Assisto/Controlada

Neste tipo de ventilação, a participação do paciente existe no início da fase inspiratória. Ela determinará quando a ventilação deverá iniciar, através de um ligeiro esforço inspiratório.


Existem diversos tipos de interfaces para VNI. Dessa forma, a escolha por uma delas depende da tolerância do paciente e do grau de pressão que precisa ser atingido para melhora do quadro clínico.

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